
O Moto G67 nasceu para responder uma pergunta objetiva: “qual o celular mais barato que entrega 5G, tela boa e bateria generosa em 2026?” E a resposta é mais competente do que muita gente esperava. Com o MediaTek Dimensity 6300, câmera principal Sony LYTIA 600 de 50 MP e tela AMOLED de 5.000 nits, o G67 joga duro num segmento onde a maioria dos concorrentes ainda usa LCD. A pergunta é: onde ele corta custos para chegar ao preço de entrada? Vamos descobrir.
Ficha técnica completa
| Processador | MediaTek Dimensity 6300 (6nm) |
| RAM / Armazenamento | 8 GB RAM + 128 GB (ou 256 GB) |
| Tela | 6,67″ AMOLED, 120 Hz, 1080×2400 px, 5.000 nits brilho de pico |
| Câmera principal | 50 MP Sony LYTIA 600, f/1.79, OIS |
| Câmera frontal | 16 MP, f/2.2 |
| Bateria | 5.200 mAh, carregamento 30W TurboPower |
| Resistência | IP52 (respingos e poeira) |
| Sistema | Android 16 nativo |
| Conectividade | 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3, NFC |
| Preço | A partir de R$ 1.199 |
O processador que a Motorola não quis destacar: MediaTek Dimensity 6300
Uma informação que a Motorola tende a suavizar no marketing do G67: o chip que move o aparelho é o MediaTek Dimensity 6300, fabricado no processo de 6nm (não os 4nm do Edge 60 Pro ou Fusion). Isso importa? Para o uso cotidiano, menos do que parece. Para uso exigente, mais do que você gostaria.
O Dimensity 6300 é um chip de eficiência energética, não de performance bruta. Ele roda em 4 núcleos Cortex-A76 (2,4 GHz) para tarefas pesadas + 4 núcleos Cortex-A55 para tarefas leves. No AnTuTu v10, o chip pontua cerca de 450.000–480.000 pontos — mais de 3 vezes abaixo do Edge 60 Pro e consideravelmente abaixo do Edge 60 Fusion (698k). A diferença no papel é grande; no uso real é mais sutil.
Para WhatsApp, Instagram, YouTube, Google Maps, câmera, Spotify e apps de banco: o G67 performa sem travamentos. A interface é fluida graças à tela de 120 Hz e à otimização do Android 16. Para jogos 3D pesados ou edição de vídeo: não é o aparelho certo. Free Fire em gráficos médios? Funciona. Genshin Impact? Esperem travamentos e superaquecimento.
Câmera: o Sony LYTIA 600 é uma surpresa real
Quando a Motorola coloca um sensor Sony LYTIA 600 num celular de entrada, ela está fazendo uma declaração. O LYTIA 600 é um sensor de 50 MP com abertura f/1.79 e OIS óptico — características que, até 2024, eram exclusivas de aparelhos de médio-alto padrão. O resultado é perceptível: as fotos diurnas do G67 são notavelmente melhores do que a maioria dos concorrentes nessa faixa de preço.
O HDR automático lida bem com cenas difíceis (janelas, céu aberto, retroiluminação). As cores saem naturais, sem a saturação artificial que alguns fabricantes aplicam para parecer “pop” mas que se distanciam da realidade. O OIS reduz o tremor em vídeos e permite exposições mais longas no modo noturno.
A câmera noturna é onde o chip começa a fazer falta. O processamento noturno é mais lento e o algoritmo de fusão de frames não é tão refinado quanto o do Edge 60 Pro. Fotos noturnas saem ok para redes sociais, mas com ruído residual que fica evidente em telas grandes. A câmera frontal de 16 MP é adequada para videochamadas e selfies casuais — sem destaques, sem vergonhas.
Importante: o G67 não tem câmera ultrawide. Essa é a principal omissão da câmera — não há segunda lente traseira (além de uma macro de 2MP que praticamente ninguém usa). Se fotografar paisagens, grupos ou ambientes fechados é importante para você, a falta de ultrawide vai incomodar.
Bateria de 5.200 mAh: a maior da linha G em 2026
A bateria de 5.200 mAh é o maior ponto forte do G67. Com o chip Dimensity 6300 eficiente em termos energéticos, a autonomia real chega a 37 horas de uso moderado — ou seja, dia e meio no mínimo entre cargas. Usuários intensos (muita tela, jogos, câmera) relatam facilmente 1 dia completo de uso.
O carregamento de 30W TurboPower é o ponto fraco da bateria: de 0% a 100% leva cerca de 80 minutos. Para comparação, o Edge 60 Fusion (68W) carrega em ~55 min e o Edge 60 Pro (125W) em ~40 min. A Motorola optou por carregamento mais lento para reduzir o custo do circuito — é uma troca razoável, mas que fica evidente quando você precisa de uma carga rápida antes de sair.
A tela AMOLED de 5.000 nits que não era esperada
A surpresa real do G67 está na tela. Um painel AMOLED de 6,67″ com 120 Hz e 5.000 nits de brilho de pico num aparelho de entrada é algo que não existia nessa faixa de preço há dois anos. O número de 5.000 nits é de pico (ativado automaticamente em condições de sol direto), mas mesmo no brilho padrão a tela é completamente legível ao ar livre.
Pretos profundos, contraste infinito típico de AMOLED, e uma taxa de atualização de 120 Hz que deixa a interface perceptivelmente mais fluida do que celulares com painel de 60 Hz. Para quem passa horas no celular — e no Brasil a média é de 5h40 por dia — ter uma tela desse nível num aparelho de entrada é um salto real de qualidade de vida.
Android 16 nativo e atualizações garantidas
O G67 sai de fábrica com Android 16 — a versão mais recente do sistema operacional da Google. A Motorola promete 2 anos de atualizações de SO e 3 anos de patches de segurança. Para um aparelho de entrada, isso é positivo: você não vai ficar desatualizado nos próximos anos. A interface Hello UI da Motorola é conhecida pela leveza — poucos apps pré-instalados e visual próximo do Android puro, o que contribui para a fluidez mesmo com o chip mais modesto.
Prós e Contras
| ✅ Prós | ❌ Contras |
| Tela AMOLED 5.000 nits num aparelho de entrada | Sem câmera ultrawide |
| Sensor Sony LYTIA 600 com OIS | Carregamento apenas 30W (lento para o segmento) |
| Bateria 5.200 mAh — autonomia de ~37h | Chip Dimensity 6300 limitado em gaming pesado |
| 120 Hz + Android 16 nativo | IP52 (apenas respingos — sem imersão) |
| NFC incluído | Sem carregamento sem fio |
| 5G em aparelho de entrada | Processamento noturno aquém do sensor |
Veredicto: nota 7,5/10
O Moto G67 é um celular honesto. Ele entrega o que promete: tela boa, bateria farta, câmera acima da média e 5G por menos de R$ 1.200. As limitações — sem ultrawide, carregamento lento, chip modesto — são escolhas deliberadas para manter o preço acessível, não defeitos de projeto.
Compre o Moto G67 se você quer 5G, tela AMOLED e câmera com OIS gastando o mínimo possível. Se você usa muito câmera (especialmente à noite ou para paisagens), usa jogos pesados com frequência, ou precisa de carregamento rápido, suba para o Edge 60 Fusion (R$ 1.799) — o salto de qualidade justifica a diferença.
Onde comprar mais barato
Preço médio: e R$ 1.498 (256 GB) em lojas autorizadas. Promoções no Shopee e Mercado Livre frequentemente aparecem por volta de R$ 1.299 no modelo de 128 GB.
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Fontes: GSMArena | Nanoreview | Motorola Brasil
